segunda-feira, 8 de junho de 2009

UM MINUTO

Um minuto serve para você sorrir:
Sorrir para o outro,
Para você e para a vida.
Um minuto serve para você ver o caminho,
Olhar a flor, sentir-lhe o aroma...
Tatear a relva molhada,
Notar a transparência da água.
Basta um minuto para você avaliar
A imensidão do infinito,
Mesmo que não possa entendê-lo.
Em um minuto você ouve o silêncio,
Ou começa uma canção.
É num minuto que você dará um “sim”
Que poderá modificar toda a sua vida...
Basta um minuto!
Num minuto você aperta a mão de alguém
E conquista um novo amigo.
Em um minuto você pode sentir
A responsabilidade pesarem seus ombros:
A tristeza da derrota,
A amargura da incerteza,
O gelo da solidão,
A ansiedade da espera,
A marca da decepção
Ou a alegria da vitória...
Quantas vitórias se decidem num simples momento,
Num simples minuto!
Num minuto você pode amar,
Buscar, compartilhar, perdoar,
Esperar, crer, vencer e ser...
Num simples minuto você pode salvar a sua vida...
Num pequeno minuto você pode incentivar alguém
Ou desanimá-lo!
Basta um minuto para você recomeçar
A reconstrução de um lar ou de uma vida.
Basta um minuto de atenção
Para você fazer feliz um filho,
Um aluno, um professor, um semelhante...
Basta um minuto para você entender
Que a eternidade é feita de minutos...
De todos os minutos...
Reflita em como a ação de apenas “um minuto” você pode alterar toda uma vida...
Que todos os minutos de seu dia de hoje, sejam repletos de alegria e de responsabilidade...

quarta-feira, 3 de junho de 2009

IMPOR LIMITES É DAR AMOR...

Não há receita pronta para a EDUCAÇÃO. Cada filho novo é experiência nova.
Educar é:
Impor limites bem definidos, ou seja, estabelecer parâmetros entre SIM e o NÃO, afinal limite é algo adquirido e aprendido com os pais. O importante é estabelecer regras, explicitá-las e intervir com segurança.

 Não condicione a criança a obedecer com surras e berros. O diálogo é a melhor forma de reparar o erro;
 Não dispute poder com a criança;
 Horários para comer, estudar e brincar ajudam a criança a se organizar;
 Não apele às chantagens emocionais. Os filhos devem aceitar as decisões dos Pais porque são seus pais e, não por se renderem às chantagens;
 Evitar trocar favores. Educação não é barganha!
 Esteja sempre disposto a ouvir seu filho e se, necessário reveja suas posições;
 Não permita a inversão de papéis;
 Se cometer injustiças, volte atrás, reconheça o erro;
 Seja firme e evite ameaças que não serão cumpridas;
 Converse com seu filho, explique, dê conceitos, oriente, mostre o caminho e as conseqüências, deixando que ele experimente a vida;
 Não resolva os problemas pelo seu filho, pois a supeproteção vai deixá-lo inseguro, irritado e insatisfeito;
 Saiba aturar seus filhos sem ceder aos caprichos, mantendo firmeza;
 Não se renda a sentimentos de culpa, passando a permitir tudo;
 Esteja disposto a aprender com a criança;
 Dispense comentários desnecessários na frente da criança que possa deixá-la envergonhada;
 Critique menos seu filho e elogie suas qualidades, quando o elogio é sincero faz com que a criança sinta-se segura e feliz!


Texto extraído da revista Filhos e Filhas.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

APRENDENDO A GOSTAR DE LER

A aprendizagem da linguagem escrita envolve questões relacionadas a qualidade das vivências experenciadas por uma pessoa desde a mais tenra idade. Mello explicita com propriedade e com clareza aspectos que pude sentir e dos quais me recordo com prazer, de minha infância, no meu percurso como aprendiz, de criança que cobiçava entusiasmada aprender a ler, a descobrir o que aqueles “desenhos” tinham de tão interessante.
Reconheci e percebi muito de meu caminho como aluna, no meu próprio processo de aquisição da leitura, como também, enquanto aluna de magistério, que apesar das inovações e mudanças de paradigmas no campo da educação, recebeu maciça influência das circunstâncias apresentadas pela autora.
Recordo que não enfrentei grandes obstáculos no meu processo de aquisição da leitura e de compreensão de seus significados, todavia concordo com o pressuposto de que o método da cartilha _Caminho Suave foi a que utilizei _ como instrumento de ensino deixa lacunas e mesmo “falhas” que acabam por dificultar todo o processo.
Por diversas vezes deparei-me com crianças, jovens e até mesmo adultos, que apresentavam o que se denomina analfabetismo funcional. Pessoas “incapazes” de criar algo seu, de conseguir deixar fluir suas idéias singulares, que conseguem apenas repetir, as vezes com palavras diferentes, o que leram.
A compreensão da importância da função social da escrita é extremamente relevante, principalmente em nosso campo de ação, como educadores que somos. Poder motivar e encantar nossos alunos, chegando a “seduzi-los”, “enfeitiça-los” pelo gosto de escrever e ler é condição assaz primordial para o sucesso no desenvolvimento pleno de um cidadão.
A criança precisa ser levada a sentir necessidade para aprender a ler e a escrever, através de atividades em que suas vivências sejam valorizadas, através da expressão e comunicação de seus desejos, ou seja, ela precisa “sentir” que ler e escrever é importante, necessário para comunicar suas idéias e aprender coisas novas, interessantes.
Os meios que nós professores precisamos utilizar podem e devem ser os mais variados e diversificados possíveis. Através de “brincadeiras”, da expressão artística em suas mais diferentes formas, a criança expressa o que vive, o que conhece. Assim, o professor, enquanto intermediário nesse processo precisa facilitar e propiciar situações enriquecedoras, inovadoras, que estimulem e motivem às crianças a perceberem seus desejos, até mesmo inspirando novos desejos.
Eu e meus alunos estamos construindo a idéia de montarmos, juntos, um livro com as letras das músicas que cantamos em nossas aulas. Num primeiro momento eles demonstraram vivo entusiasmo, porém ainda definiremos as condições que iremos seguir. Deste modo, pretendo envolvê-los numa situação nova que possa criar nas crianças vontade de poder saber ler o que produziram.
Meus alunos apresentam certa heterogeneidade em relação ao nível de desenvolvimento entre eles, mas isso não pode ser entendido como um empecilho ao crescimento, e sim como um fator que deve ser aproveitado como propiciador de diferentes vivências.

MELLO, Suelly Amaral. Letramento (e não alfabetização) na educação infantil e formação. Do futuro leitor e produtor de textos.

O FOGO DO EDUCADOR

Todo educador trabalha com fogo. Fogo do desejo.
O desejo do educador é educar esse fogo. Fogo mal educado transforma-se em incêndio destruidor, porque indisciplinado não possibilita apropriação. A função do educador nessa prática é a de BOMBEIRO de urgências, do praticismo.
Fogo educado transforma-se em aquecimento interno, porque disciplinado, limitado, possibilita apropriação, intimidade, conhecimento do outro e de si próprio. Nesta prática, o educador torna-se um militante que luta no seu cotidiano para deixar a chama acesa, iluminando a construção de sua prática. Essa opção envolve trabalho árduo, sofrido, envolvendo, enfrentando limites, perdas, frustrações, na construção de sua disciplina. Pois fácil é incendiar... difícil é deixar o fogo na chama, lamparina acesa, alimentando, aquecendo seu coração pedagógico.

IN: FREIRE, Madalena et allii. Avaliação e Planejamento – A prática educativa em questão. Série Seminários. Espaço Pedagógico. São Paulo. 1997.